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Sobre o jyotiṣa

Jyotiṣa é como os hindus se referem a astrologia e também a astronomia. A palavra em si advém da raiz “jyotis” que significa “luz”, aludindo ao fato de que os objetos de estudo do jyotiṣa são justamente os luzeiros no céu, ou seja, planetas (grahas), signos (rāśis) e asterismos (nakṣatras), com os quais se pode compreender os movimentos cíclicos do tempo e seus efeitos, enquanto expressão de uma ordem divina (ṛtu).

Horā, siddhānta e saṁhitā são como os hindus dividem esse conhecimento, onde horā se refere a astrologia preditiva em si, englobando os ramos de astrologia natal (jātaka), eletiva (muhūrta), horária (praśna), etc. Siddhānta é, em outras palavras, a astronomia, que engloba tanto o seu aspecto matemático (ganita) quanto também observacional (gola). Por fim, saṁhitā trata das predições que englobam o mundo ou uma região específica, sendo, portanto, uma astrologia com enfoque coletivo e que estuda, além dos movimentos celestes padrões, cometas, meteoros, certas estrelas e outros fenômenos, com sua consequente incidência sobre o mundo.

Neste site você encontrará informações especialmente sobre horā e saṁhitā, com um enfoque maior em horā, ou seja, a astrologia preditiva voltada para as necessidades do indivíduo, isso é, determinar quais são os frutos do seu karma pregresso, o que envolve todas as áreas da vida, como a área familiar, afetiva, financeira, profissional, espiritual, relativa a saúde, etc., que são todas estudadas por meio da astrologia natal (jātaka). Além disso, por meio da astrologia eletiva (muhūrta), uma subdivisão de horā, é possível escolher os momentos mais apropriados para iniciar ou pôr fim as mais diversas atividades. Se tiver interesse em saber mais sobre esses ramos do jyotiṣa e os atendimentos que realizo, basta clicar aqui. 

Sobre Gaura Hari dāsa (Guilherme A. Pereira)

Sou nascido em Mogi das Cruzes, estado de SP, no ano de 1991. Em 2000 me mudei de Mogi para a cidade de Santo Antonio do Pinhal, situada na serra da Mantiqueira, onde resido até hoje. Considero que essa mudança foi fundamental para que os meus interesses pela astrologia e também pela espiritualidade pudessem se desenvolver, uma vez que Santo Antonio do Pinhal é uma cidade pacata e pequena, além de se tratar de uma riquíssima reserva ecológica em meio a bela Serra da Mantiqueira, um ambiente ideal para a contemplação.

Com dezoito anos tive o meu mapa estudado pela primeira vez, o que despertou um profundo interesse pelo assunto, me levando a mergulhar no universo da astrologia. Inicialmente, passei pela astrologia moderna, medieval e helenística, até chegar a astrologia indiana em 2011, na qual tenho me aprofundando desde então. No ano seguinte, em dezembro de 2012, fui iniciado por meu gurudeva, Śrīla Bhaktivedānta Vana Mahārāja, na tradição gauḍīya vaiṣṇava, recebendo o nome Gaura Hari dāsa, outro evento marcante e que impulsionou ainda mais a minha imersão na sabedoria indiana.

Hoje (2019) já fazem cerca de oito anos que me dedico exclusivamente ao estudo da astrologia hindu, focando nos métodos denominados Parāśari e Jaimini. Nesses anos pude conhecer diversos astrólogos (principalmente estrangeiros), estudar suas metodologias, etc., no entanto, meus principais gurus foram, de fato, os livros, em especial os clássicos, como Bṛhat jātaka, Sārāvalī, Phaladīpikā, Jātaka pārījāta, Sarvārtha chintāmaṇi, entre outros. Além disso, no que se refere a astrologia Parāśari, sou muito influenciado pela metodologia do indiano K. N. Rao, que considero ser o maior de todos os astrólogos contemporâneos. Já no que se refere a astrologia Jaimini, minha maior fonte de inspiração é Irangati Rangacharya e o contato que mantenho com um de seus discípulos, Shanmukha Teli.

Foto do Gaura